Bem vindos(as) ao nosso Blog!

Mais um desafio está lançado nesta nova etapa de nossa formação: o Blog.

O presente blog foi criado e idealizado pelas alunas Amanda Rocha e Carolina Ducatti. Unindo nossos conhecimentos com reflexão e comprometimento, nosso objetivo é sistematizar toda complexidade de nosso objeto de estudo. Os textos são elaborados por nós a partir de diálogos e troca de experiências, exceto o que tiver referências.

Visando maior integração entre os conteúdos das disciplinas decidimos que cada postagem representará um tema, e nelas iremos mesclar os assuntos propostos em aula.

Apreciem nossos textos, reflitam e comentem!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Gênero, Sexualidade e Construção Social

Neste tópico iremos desenvolver reflexões referentes à gênero, sexualidade e o contexto social em que estamos inseridos, mesclando as disciplinas de Psicologia da Infância e da Adolescência, Educação e Gênero e Pedagogia Social.

Falemos sobre Sexo

Na aula de Psicologia da Infância e da Adolescência fomos interpelados pela professora sobre um tema acerca do qual julgamos saber tudo: sexualidade. Falar sobre as próprias experiências, lembrar das orientações recebidas (ou não) pelos nossos pais, as experiências solitárias, tudo isso foi lembrado como um ato libertador, às vezes num enfoque engraçado, outras vezes num silêncio constrangido, só pensamentos. Falamos do contexto da sexualidade feminina na época em que o casamento denotava submissão, dedicação aos afazeres do lar e, principalmente, satisfação plena dos desejos sexuais do marido.

Hoje vivemos tempos diferentes, onde homem e mulher já não se prendem a convenções ou relacionamentos onde não se sintam felizes, vemos cada vez mais pessoas se esforçando na busca de uma sexualidade mais saudável, mais livre, sem os bloqueios e as amarras de família e tradições. Na era da informação, de uma medicina sofisticada no ramo dos contraceptivos e dos remédios para disfunção sexual, nada impede a manutenção de uma vida sexual ativa por toda a vida.


Toda essa modernidade não implica necessariamente em estarmos livres também das responsabilidades que o sexo requer. Há que se rever o encontro de algo tão prazeroso com algo que também precisamos, que é o afeto, na busca constante da formação de vínculo, isso sim, essencial para manter saudável o nosso ser psíquico, inteiro, completo.

Nota-se hoje, e é um fator preocupante, o comportamento de tantos adolescentes, tão jovens e vivendo tantas experimentações precoces, ávidos por novidades. Violentam seus corpos, procuram nas drogas, na prostituição, na violência preencher um vazio existencial que os acompanha. Estão tão perdidos quanto seus pais, que têm dado a eles cartões de crédito e carro do ano ao invés de limites e afeto.
* Texto de Amanda Rocha


Coisas de Menina?

Ao observar meus alunos e alunas e suas atitudes ingênuas, instintivas e, algumas vezes, já seguindo tendências esperadas pela sociedade me deparei com uma situação interessante. Meus alunos (meninos) despertaram grande interesse por brincar com uma casinha de bonecas que confeccionei. Demonstrei naturalidade ao permitir que brincassem e, de fato, me senti confortável com a situação. Na fantasia de sua brincadeira os meninos executavam tarefas domésticas comuns, porém com os personagens Ben 10, Batman e Homem-Aranha (talvez eles não se importassem muito com insetos em casa...). Não houveram demonstrações de preconceito, nem pelas meninas, professores e professoras ou mesmo pelos menos das outras turmas. Aliás, a idéia foi adotada também pelos meninos da turma mais avançada. Afinal, existe "coisa de menino" e "coisa de menina"? Até quando as pessoas serão limitadas a viver segundo padrões sexistas criados a tanto tempo que não nos faz sentido pensar neles? Até quando terão que explicar o porquê de suas escolhas ditas diferentes? Ao observar o fato ocorrido em minha escola tive uma sensação muito agradável de que a sociedade pode estar mudando. E as mudanças virão deles e delas, que frequentam as pracinhas, as casinhas e os carrinhos do parque de diversões. Que estão nas escolas para serem preparados para vida social. Moldarão, quem sabe, uma sociedade com menos preconceito e repressão.

Se eu fosse um menino - Beyoncé Knowles

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*Texto de Carolina Ducatti