Bem vindos(as) ao nosso Blog!

Mais um desafio está lançado nesta nova etapa de nossa formação: o Blog.

O presente blog foi criado e idealizado pelas alunas Amanda Rocha e Carolina Ducatti. Unindo nossos conhecimentos com reflexão e comprometimento, nosso objetivo é sistematizar toda complexidade de nosso objeto de estudo. Os textos são elaborados por nós a partir de diálogos e troca de experiências, exceto o que tiver referências.

Visando maior integração entre os conteúdos das disciplinas decidimos que cada postagem representará um tema, e nelas iremos mesclar os assuntos propostos em aula.

Apreciem nossos textos, reflitam e comentem!

sábado, 24 de outubro de 2009

A responsabilidade moral

Kohlberg e a "Comunidade Justa": promovendo o
senso ético e a cidadania na escola¹

A moralidade tem sido estudada por psicólogos do ponto de vista afetivo (Psicanálise), do ponto e vista comportamental (behaviorismo, teoria de aprendizagem social) e do ponto de vista cognitivista (Piaget e Kohlberg). Uma apresentação dessas teorias está publicada no livro psicologia do Desenvolvimento, de Biaggio (1975; 1988).

Lawrence Kohlberg iniciou publicamente seus trabalhos sobre julgamento moral com sua defesa de tese de doutorado em 1958, na Universidade de Chicago, tendo alguns anos depois se fixado na Universidade de Harvard, até sua morte em 1987, aos 59 anos de idade.

A teoria de julgamento moral de Kohlberg é única pelo fato de postular uma seqüência universal, da qual os estágios mais altos (5 e 6) constituem o que ele chamou de pensamento pós-convencional. Ao contrário da maior parte das explicações sociais e psicológicas, que consideram a internalização de valores da sociedade como o ponto terminal do desenvolvimento moral (perspectivas de Durkheim , Freud e do behaviorismo), para Kohlberg a maturidade moral é atingida quando o indivíduo é capaz de entender que a justiça não é a mesma coisa que a lei; que algumas leis existentes podem ser moralmente erradas e devem, portanto, ser modificadas. Todo indivíduo é potencialmente capaz de transcender os valores da cultura em que ele foi socializado, ao invés de incorporá-los passivamente.

¹Texto de Angela Maria Brasil Biaggio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, trabalhado em aula com a Professora Ms. Sandra Ribeiro

Estágios do Desenvolvimento Moral de Kohlberg

O quadro a seguir apresenta seis estágios propostos por Kohlberg:



domingo, 18 de outubro de 2009

Ilha das (poucas) Flores

No dia 11/09 assitimos com a Profª Ms. Simone Dorneles o documentário "Ilha das Flores" de direção e roteiro de Jorge Furtado:

video

A partir da leitura do livro Como se Faz Análise de Conjuntura de Herbert José de Souza (1985) fizemos uma análise de conjuntura do documentário:

Atores/atrizes sociais: senhor Suzuki, dona Anete, o dono, as mulheres e crianças.

Cenário: Ilha das Flores

Ações de Força: dinheiro - coexistência - domínio - subordinação


É fundamental perceber o conjunto de forças e problemas que estão detrás dos acontecimentos. Tão importante quanto perceber o sentido de um acontecimento é perceber quais as forças, os movimentos, as contradições, condições que o geraram.

Seminário de Gênero e Educação

Capítulo 1 - A Emergência do Gênero

O grupo formado pelas alunas Ana Cristina, Aline, Giana e Francielle iniciou o seminário de Gênero e Educação falando sobre a importância de se estudar a questão do gênero em sala de aula. O grupo utilizou como atividade de sensibilização o filme "Nem Gravata, Nem Honra" do diretor Marcelo Masagão. Este é um filme de ação e romance sobre as diferenças entre homens e mulheres da pequena cidade de Cunha, com apenas 22 mil habitantes, localizada na divisa dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Os entrevistados, pessoas comuns, inclusive crianças, manifestam a mesma noção de distância de dois mundos, de diferenças essenciais entre os sexos. A diretora Tata Amaral foi uma das realizadoras das entrevistas contidas no filme.
Fonte: http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=3931

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Capítulo 2 - Gênero, Sexualidade e Poder

O grupo formado por Dione, Roseli, Marise e Camila Blanco apresentou o capítulo 2 do seminário. Como atividade de sensibilização utilizaram o filme "Das Tripas o Coração" da diretora Ana Carolina Teixeira Soares. A sinopse do filme assim o caracteriza:


"Um interventor dirige-se à reunião marcada para as cinco horas da tarde, num internato de meninas onde será formalmente determinado o encerramento das atividades por motivos administrativos e econômicos. Enquanto aguarda os cinco minutos que faltam, tira um rápido cochilo, durante o qual vive fantasias com as mulheres do estabelecimento. Sua imaginação é inicialmente estimulada pela conversa, na cozinha, de duas professoras, Miriam e Renata, sobre as verbas desviadas. Como professor Guido, o interventor se transporta a uma sala de aula, onde discursa sobre o homem, a mulher, a loucura e o moralismo, e passa a viver intensamente todos os problemas do colégio e as loucuras dos professores e alunas. Depois de participar de situações totalmente fora da normalidade, vê-se perseguido pelas serventes, quando o relógio bate as cinco horas e desperta o inspetor. As professoras surgem na sala de reunião, todos se apresentam e a ata que decreta o fim da instituição é assinada."

Fonte: http://www.meucinemabrasileiro.com/filmes/das-tripas-coracao/das-tripas-coracao.asp

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Capítulo 3 - A Construção Escolar das Diferenças

No dia 16 de outubro o grupo formado por Carolina Ducatti, Kelly Costa, Liane Borges e Thais Lermen apresentou seu seminário com o tema "A Construção Escolar das Diferenças". Em um pequeno resumo o grupo apresenta seu trabalho:

"A construção das diferenças ocorre a todo momento na sociedade, mas é na escola que os estereótipos se fortalecem. Esta construção unida a necessidade dos(as) jovens em construir sua identidade, fazer parte de um grupo e destacar-se pode, muitas vezes, não ter um resultado positivo.

O trabalho possui como objetivo refletir e discutir sobre a construção escolar das diferenças, com base no capítulo III do livro “Gênero, sexualidade e educação”, no filme “O Clube dos Cinco” e em pesquisas de fatos reais. Trazemos uma reflexão de que é necessário desconstruir alguns estereótipos induzidos e reproduzidos na escola, tanto por professores (as), quanto pelos (as) alunos (as)."
(texto elaborado pelo grupo)

O seminário desenvolveu-se com a apresentação comentada do filme "O Clube dos Cinco". Escolhemos este filme por ser uma obra rica em conceitos e detalhes sobre estereótipos, diferenças, preconceito, adolescência e relacionamento entre alunos(as) e professores(as). Durante a apresentação do filme discutimos o tema, fizemos um "quiz" e relatamos notícias. Procurei por um trailer legendado do filme, mas encontrei apenas uma apresentação de tributo com trechos legendados. O vídeo não pode ser exibido nos computadores do IPA, pois é um link direto do youtube, site bloqueado pela rede.

O Clube dos Cinco - trechos e trilha sonora (legendado)


video

A manhã da apresentação foi um tanto agitada. Tivemos problemas com a disponibilidade dos recursos de multimídia, trocamos de sala algumas vezes... Mas, apesar dos obstáculos no caminho, conseguimos alcançar nosso objetivo.

“...E as crianças que você despreza enquanto tentam mudar o mundo são imunes aos seus comentários. Elas sabem bem o que está acontecendo com elas...”
David Bowie

* Texto de Carolina Ducatti

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Capítulo 4 - O Gênero na Docência

No Seminário de Educação e Gênero o grupo de Herbert, Amanda e Priscila desenvolveu o tema "O gênero na docência",com a apresentação de slides que falavam do trabalho do jesuístas como primeiros mestres,a inserção gradativa da mulher na docência e a apresentação do filme "O Clube do Imperador".Numa escola frequentada pela elite americana,leciona História Antiga o professor Willian Hundert (Kevin Kline),professor que entre as histórias dos gregos e romanos tem como objetivo transformar meninos em homens com príncipios morais,homens de sucesso.E eis que surge um aluno ao qual ele dá todas as chances de conhecer esses valores,mas o embate entre o que se quer passar como professor e o que o aluno tem como caráter são a mola para que essa mudança se dê ou não."O fim depende do início",é o lema do brasão da escola,e nos dá a lição do segredo da vida,é que as histórias são feitas de vidas,e vidas são feitas de momentos e atitudes.O que determinará cada momento ,o que definirá cada ação é parte diretamente da educação recebida.
*Texto de Amanda Rocha


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Capítulo 5 - Práticas Educativas Femininas

O grupo formado por Fernanda, Valdir, Letícia e Marcela ministraram o semináruio sobre as práticas educativas feministas. Apresentaram o filme Assistimos ao filme "Minha Vida em Cor-de-rosa" ("Ma Vie en Rose"), de Alain Berliner. O filme relata a história do menino Ludovic que, por admirar uma personagem infantil e seu universo feminino, deseja ser uma menina. Ludovic ainda se apaixona por um vizinho e colega de escola e diz querer casar-se com ele. Neste contexto, suas atitudes chocam todos ao seu redor e a pressão colocada nele pelos adultos confunde seus pensamentos.
* Texto de Carolina Ducatti


Capítulo 6 - Epistemologia feminista


O grupo das alunas Mônica,Liane do Couto,Thaís Gabrielle e Elenita trabalhou em seu tema o filme "O Sorriso de Monalisa". A professora de História da Arte Katherine Watson (Julia Roberts) transferiu-se da Califórnia para lecionar numa escola feminina e tradicionalista do interior,onde deparou-se com moças da década de 50 que eram educadas para casar e ser boa esposas,não tendo outra ambição além dessa. Num primeiro momento,as alunas agiram com uma certa hostilidade e até competitividade com a professora,fazendo especulações também sobre sua vida pessoal. O objetivo de Katherine ali era desconstruir o que suas alunas decoravam,abrir suas mentes para novas concepções e dar a elas um mundo novo,mais ousado ,que começou a incomodar muito a direção da escola. Em plena década de 50,época em que as mulheres eram educadas para casarem-se e ser apenas esposa e mães,uma professora que estimulasse a busca de uma carreira era considerada no mínimo subversiva. Casar-se era sinônimo de status,e algumas dessas tão talentosas moças sublimaram o desejo de realização profissional para seguir o que a sociedade impunha,muitas vezes se escondendo num casamento de fachada. O papel de Katherine foi interferir profundamente em suas histórias,encorajando-as na busca de seus reais sonhos,tornando-as diferentes quando deixou a instituição.
* texto de Amanda Rocha

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

III Congresso Latino-americano de Gênero e Religião

Participamos no dia 18 de setembro de 2009 do III Congresso Latino-americano de Gênero e Religião, sobre o tema "[Est]ética e Direitos Humanos". Realizado na EST Faculdades de São Leopoldo. Sob a responsabilidade da Profª. Ms. Simone Dorneles, que ministra a disciplina de Educação e Gênero.

Foi uma experiência muito produtiva. Tivemos a oportunidade de participar do debate promovido pelos palestrantes. Entre as principais idéias discutidas destacamos a importancia do diálogo intercultural, de discutir a exclusão e de libertar-se do sexismo. Não há espaço na sociedade para refletir sobre a exclusão e sobre o multiculturalismo, pois este diálogo pode ser difícil por mexer com idéias cristalizadas em cada um de nós. Precisamos também acabar com as sutilezas excludentes, que promovem uma exclusão subordinada.

Além das palestras e do debate, a turma se divertiu muito e tivemos neste evento a oportunidade de ampliar nosso vínculo. Foi um momento de confraternização e socialização de pensamentos. Também fizemos um lanche coletivo no ônibus no caminho de volta para Porto Alegre.
* Texto de Carolina Ducatti

Fotos:

Turma e professora indo para São Leopoldo

Cultura e diversidades culturais

Conceito: Cultura

Cultura é, em Antropologia Social e Sociologia, um mapa, um receituário, um código através do qual as pessoas de um dado grupo pensam,classificam,estudam e modificam o mundo e a si mesmas. As regras que formam a cultura permitem relacionar indivíduos entre si e o próprio grupo com o ambiente onde vivem.
É necessário considerá-la como um importante instrumento para compreender as diferenças entre os homens e as sociedades e o potencial que cada cultura encerra,como elemento plástico,capaz de receber as variações e motivações de seus membros,bem como os desafios externos.
*Texto de Amanda Rocha
Fonte:
  • MATTA, Roberto. Você tem cultura?

Conceito: Multiculturalidade

Em aula com a professora Eunice Nonato construímos e discutimos o conceito de multiculturalidade.

Multi = vários/diversidade

Cultura = conjunto de aspectos que caracterizam a identidade de um povo, entre eles: conhecimentos, linguagem, religião, etnia, arte, etc...

Multiculturalidade então é a diversidade cultural. É o reconhecimento das diferentes culturas existentes em nosso mundo.


Acreditamos que o estudo da multiculturalidade provoca a reflexão sobre o respeito que devemos às diferenças. Assim como estudamos na EAD de Sociologia, com o professor João Paulo Aço, em um mundo cada vez mais globalizado nos deparamos com a desconstrução cultural, principalmente dos povos menos desenvolvidos. Pois os países com maior poder aquisitivo impõem às demais nações sua cultura como um ideal, como um sinônimo de evolução. Por isso é necessário pensar e discutir o multiculturalismo, visando a inclusão social.
*Texto de Carolina Ducatti


Conceito: Interculturalidade

A questão da diversidade cultural passa a ser tema de interesse de cientistas sociais a partir do processo de descolonização ocorrido na África, América latina e Ásia, com o fluxo numeroso de emigrantes vindos das ex-colônias para o continente europeu. A partir do momento em que a sociedade européia se forçava a convivência com o "outro" inserido em seu meio e usufruindo de suas instituições surge o conceito de interculturalidade, que é usado para indicar um conjunto de propostas de convivência democrática entre diferentes culturas, buscando a integração entre elas sem anular sua diversidade.


O termo interculturalidade saiu do contexto educacional e ganhou maior amplitude ao referir-se também às práticas culturais e políticas públicas. Devemos aqui diferenciar este termo de outro também em bastante uso no estudo da diversidade cultural que é o da multicuturalidade que indica apenas a coexistência de diversos grupos culturais na mesma sociedade sem apontar para uma política de convivência.
* Texto de Amanda Rocha

fonte: INTERCULTURALIDADE (Luciana Machado de Vasconcelos) http://www.blogger.com/www.cult.ufba.br/maisdefinicoes/INTERCULTURALIDADE.pdf%20-